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Escrever e esperançar, por Edith Janete Schaefer
*Texto enviado no dia 19 de maio de 2024. Sei que muitos não mudaram sua percepção de humanidade com a pandemia, mas creio que o fato de termos que nos distanciar pra não nos colocarmos em risco dificultou. Essa tragédia que estamos vivendo aqui no RS tem aproximado amigos e famílias que acolhem os seus e que…
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Um gosto de sol, por Lucas Petry Bender
*Texto enviado no dia 19 de maio de 2024. O que há de melhor em ser um habitante de Porto Alegre? Em diversos momentos me fiz essa pergunta, desde que me mudei para a capital. Costumava me dividir entre duas respostas: as salas de cinema e a orla do Guaíba (incluindo o parque Marinha). Acabei…
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Trama anda aí, por Clarissa Silveira
*Texto enviado em 19 de maio 20 dias de duração da maior tragédia climática do RS. Estou no litoral e bordo feito aranha. “Trama anda aí” disse a mestra bordadeira. Eu estava hospedando duas fotógrafas, uma de Salvador/BA e outra de Porto Alegre/RS, para uma residência artística no Sítio Libélula onde vivo em Rolante/RS. Na…
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Conterrâneos da solidariedade, por Alziro Rodrigues
*Texto enviado no dia 19 de maio de 2024. Me pego, às vezes, olhando os números, as estatísticas, temeroso de que tenham aumentado. Antecipo o sofrer de meus conterrâneos, num comportamento triste, meio sombrio até, mas tantas vezes inconsciente e difícil de controlar. Penso nas pessoas, às centenas, milhares atingidas que foram por mais um…
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Suspensão, por Maíra Suertegaray Rossato
Tudo está em suspensão. A vida parece estar pausada, para, em algum momento, voltar. De repente, uma história toda construída se vai, bens tão batalhados, memórias, bichinhos, familiares. Para tudo! Suspende tudo. As luzes da cidade se apagam, os caminhos são interrompidos. O estado que foi assolado pela água, agora luta pela água de beber.…
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Sobrevivente, por Wilson Rosa
*Texto enviado no dia 17 de maio de 2024. Na noite de quinta-feira, eu vi a água chegando, invadindo a rua pelos bueiros. O Guaiba na cota de inundação. Na sexta-feira de manhã, tirei o carro da garagem. A água já invadia o pátio. De tarde, chegou na cozinha. O que não era novidade pra…
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Invisíveis, não: ESQUECIDOS. Por João Paulo Flores
*Texto enviado no dia 17 de maio de 2024. São um ou dois quilos de agasalho que carrego? — Telefono a um amigo que há tempo convida para visita. Agora me disponho – preciso tomar banho – ir à Zona Sul, conhecer a casa, lavar a alma com água e deslocamento físico. Entenda: há três…
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Impermanência, por Ana Carolina Pan
*Texto enviado no dia 17 de maio de 2024. É difícil acompanhar de longe a enchente. Algumas fotografias são tão lindas, tão silenciosas, que jamais contarão a tristeza, o choro, o abandono, o frio, o próprio ruído da água para quem não ouviu. Os vídeos são inacreditáveis, só que são reais. Carros em pé, amontoados,…
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Nanã: silêncio, transe e fuga, por Luís Felipe dos Santos
A mitologia iorubá trouxe ao Brasil a figura de Nanã, uma deusa que vem do barro e que molda o ser humano pelas suas mãos. Nunca se viu tanto barro no Rio Grande do Sul como nos primeiros dias de maio — e Nanã terá muito trabalho, pois ele nos moldará a partir de agora.…
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A eterna abobada da enchente, por Laura Peixoto
*Texto enviado no dia 17 de maio de 2024. Saí de Lajeado debaixo de chuva. Antes de chegar a Osório, o céu se abriu para o sol. E comemorei, assobiando uma canção que ouvia na rádio Cultura. Segunda-feira, minha filha mandou a mensagem, mãe, o rio tá subindo muito depressa. Em quatro dias, o vale,…